Fale com a jornalista sobre a série 'Revolução Feminina'!

Leia abaixo o chat Ana Paula Padrão na íntegra
psiu.com-5 fala: Boa tarde. Daqui a pouco vocês conversam com a jornalista Ana Paula Padrão que fala sobre "Revolução Feminina", série de reportagens exibida pelo Jornal da Globo que aborda as mudanças de comportamento da mulher na década de 80 até os dias de hoje. Mandem suas perguntas!

Ana Paula Padrão fala: Boa tarde!

Mariana Rotili fala para Convidado: Boa tarde Ana. Os homens ainda encontram dificuldades em lidar com a Revolução Feminina, em razão de a cada dia as mulheres avançarem mais sobre os feudos masculinos tradicionais Mariana/14/Floripa
Ana Paula Padrão fala: Mariana... Eu concordo, mas acho que os homens estão começando a perceber que se eles não avançarem, vão ter dificuldades em conseguir companheiros.

Mariana Rotili fala para Convidado: Com a Revolução Feminina o chavão de que "O mundo é machista" está ameaçado? Mariana/14/Florianópolis
Ana Paula Padrão fala: Mariana... O mundo deixou de ser machista há muito tempo. É a Revolução feminina, e não feminista, é um passo ao encontro de casais e não competição.

Tatiana fala para Convidado: Boa tarde, Ana! Sou jornalista e estou preparando uma matéria sobre a Revolução Feminina, tão discutida agora, com o "empurrão inicial" de suas reportagens. Gostaria de saber como você definiria o seu papel dentro desta revolução.
Ana Paula Padrão fala: Tatiana... O meu papel é das mulheres da minha geração, que trabalham muito, gostam de trabalhar e querem encontra um equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal e ainda um espaço pra gente mesma. Sou como qualquer mulher da minha geração que viveu os anos 80 e agora vive os anos 2000.

Marcio fala para Convidado: Ana Paula você que viveu na Europa o que acha do papel da mulher por lá?
Ana Paula Padrão fala: Marcio... O feminismo foi mais forte lá do que no Brasil, mas por isso mesmo o Brasil pode ser pioneiro num movimento de equilíbrio feminino maior. O movimento feminista foi muito importante para a consolidação das conquistas da mulher, mas quanto mais radical foi, mais difícil fica para resgatar os valores femininos.

Fabiano fala para Convidado: Gostaria de perguntar a Ana Paula o que como ela analisa estas mudanças?
Ana Paula Padrão fala: Fabiano... Acho que cada época tem seu movimento próprio e as pessoas são influenciadas pelo coletivo. Os anos 80 foram anos de consolidação, da entrada da mulher no mercado de trabalho, mas do ponto de vista coletivo, foram anos de muito individualismo, com os movimentos yuppie, por exemplo. Os anos 2000 são de maior valorização do coletivo e de resgate de valores femininos. Os movimentos e as épocas se confundem e são coincidentes.

badgirl fala para Convidado: Até que ponto as mudanças comportamentais e sociais interferiram ou interferem na sensibilidade da mulher do século XXI. Qual a sua opinião sobre esse lado da mulher atual?
Ana Paula Padrão fala: badgirl... Acho que a mulher do séc. XXI está mais sensível para o coletivo e menos preocupada com o individual, porque ela se deu conta de que é mais feliz coletivamente do que individualmente e por isso ela quer costurar todos os universos dela, o profissional, o pessoal e o individual.

Carla-rj fala para Convidado: A primeira reportagem da série mostrou que um dos grandes desafios da mulher atual é resgatar rituais familiares. Com base nas suas entrevistas e pesquisas, você acredita que a mulher tem alcançado seu objetivo?
Ana Paula Padrão fala: Carla... Acho que ela está tentando, não acho que seja fácil, mas acho que ela se deu conta de que é mais feliz se fizer isso. Como disse a ministra Dilma Rossef, talvez chegamos a um ponto em que se perceba que trabalhar 14, 15 horas por dia não é produtivo para a construção de uma sociedade melhor.

Sidney fala para Convidado: Pelo o que você pesquisou, você acha que elas estão corretas em querer, como posso dizer, em querer fazer quase tudo o que o homem faz?
Ana Paula Padrão fala: Sidney... Acho que revolução feminina é a consciência das diferenças. A questão vai continuar trabalhando, mas que tipo de trabalho ela vai realizar e de que maneira vai conciliar com a vida pessoal são questões que devemos discutir. Partindo do princípio de que mulheres são diferentes de homens, o trabalho feminino é dado, a mulher.

nandinha_jund fala para Convidado: Olá Ana Paula, sou Fernanda e tenho 14 anos e quero lhe fazer uma pergunta: Ainda existe o preconceito contra as mulheres no mercado de trabalho?
Ana Paula Padrão fala: nadinha... Ainda existe, mas é bem menor do que era.

Luciana Mujalli pergunta para Convidado: A Revolução Feminina está longe de seu fim. O que você acha que está faltando na postura da Mulher?
Ana Paula Padrão fala: Luciana... A Revolução está só começando, ela é diferente da Rev. Feminista, é um movimento de tentativa de equilíbrio e estamos muito longe do fim.

magister fala para Convidado: Olá Ana Paula. Gostaria de saber sua opinião acerca do papel feminino na construção de uma identidade política brasileira.
Ana Paula Padrão fala: magister... Acho que a mulher é fundamental na construção dos Estados de maneira geral, porque ela tem uma necessidade de urgência na solução dos problemas. E acho que estados como o brasileiro, precisam muito dessa urgência. Mulheres gostam mais de trabalhar em parceria do que de maneira hierarquizada e acho que se os Estados trabalhassem assim a solução dos problemas viria mais fácil.

Drica fala para Convidado: Como as brasileiras estão inseridas neste contexto de revolução feminina com relação ao resto mundo?
Ana Paula Padrão fala: Drica... As brasileiras estão um pouco na frente nesse movimento, porque as raízes do movimento feminista não são tão profundas no Brasil como são na Europa e nos EUA. Estamos buscando mais cedo o equilíbrio.

Ana Paula Padrão fala: Luciana... Acho que o papel da mulher está mais consolidado, ela buscou a mudança e alcançou. Acho que o homem ainda está um pouco confuso com o papel que ele tem. Ele está acostumado com o papel de provedor. A mulher mudou, deixou de precisar de um provedor, deixou de precisar do homem para dar a ela uma ascensão social. O novo papel do homem é de companheiro, as novas relações serão eqüitativas, onde há uma troca, onde não há submissão, mas para o homem ainda é difícil encontrar essa função social. Ele também precisa mudar para permitir a revolução feminina.

Ana Paula Padrão fala: ulisses... Acho que o homem já se acostumou e admira a mulher que trabalha. Mesmo nas camadas menos privilegiadas, o homem respeita a companheira que divide com ele as despesas da casa. Ele tem agora que assimilar coisas do universo feminino, assim como a mulher assimilou coisas do universo masculino. Ele tem que saber o valor da sensibilidade, para haver equilibrio.

Ana Paula Padrão fala: gisa... Acho que de fato se a mulher trabalha 10 horas por dia e o homem também, as crianças não tem com quem ficar. As sociedades vão ter que se adequar, ou se trabalha menos ou o trabalho remoto, você tem facilidades tecnologicas que permitem que se trabalhe em qualquer lugar. Pode haver uma tendência de trabalho em casa que era impossível, mas as mulheres tem que pensar que tipo de sociedade quer construir. Na Inglaterra já se paga um salário para quem quiser ficar em casa com os filhos.

Ana Paula Padrão fala: banana... Também acho que é um privilégio poder acompanhar o desenvolvimento dos filhos e também acho que é uma discriminação boba, antiquada, contaminada pelo sentimento de extremo individualismo, mas acho que a sociedade está mudando, isso faz parte da revolução feminina, passar a respeitar a opção. Muitas mulheres estão vendo que queriam mais tempo para ver seus filhos crescerem. Esse tipo de preconceito tende a diminuir daqui pra frente.

Ana Paula Padrão fala: É pouco tempo, mas se eu não voltar, não tem Jornal da Globo, quero agradecer e mandar um abraço a todos. Boa tarde!

Ana em entrevista a revista Quem

Ana Paula Padrão anuncia os novos anseios da mulher moderna: Felicidade no trabalho e no amor
A jornalista que transmitiu ao país a notícia da morte de Roberto Marinho, que assina uma série de reportagens sobre a revolução feminina e passa cerca de dez horas diárias na TV Globo revela que também é boa dona de casa e quer ter filhos.
Visivelmente emocionada, com a voz embargada, quebrando o estereótipo de não-envolvimento e formalidade que marca o jornalismo da emissora e muitas vezes parece esbarrar em uma certa frieza do apresentador, ela interrompeu a programação da TV Globo na noite da quarta-feira, 6, para anunciar a morte do jornalista Roberto Marinho, fundador e presidente das Organizações Globo, aos 98 anos, vítima de um edema pulmonar. “Foi uma das notícias mais difíceis que tive que dar ao telespectador” desabafava uma triste Ana Paula Padrão, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro, prestando sua última homenagem ao ilustre e querido “companheiro” de trabalho, como o patrão fazia questão de ser tratado pelos outros jornalistas de seu grande império de comunicação.
“É uma perda enorme. A trajetória do jornalismo brasileiro e da comunicação no Brasil se mistura com a história de vida dele”, lamentava a âncora do Jornal da Globo, sem conter suas lágrimas durante o sepultamento, mas orgulhosa de fazer parte de uma equipe que virou exemplo de competência e qualidade. “Quando entrei na empresa há 16 anos, ele já não estava diariamente lá dentro, mas, como todos os profissionais da casa, tive o exemplo e a direção editorial deixado por ele. Entre suas principais lições, fica o cuidado extremo com a verificação da notícia”, comentava a jornalista que, exemplo de uma mulher moderna bem-sucedida, chamou a atenção do país ao documentar com maestria as angustias femininas desse início de século numa série de reportagens que intitulou como A Revolução Feminina.
Aos 36 anos, em setembro de 2002, ela se casou de véu, grinalda e buquê de rosas vermelhas com o consultor financeiro Walter Brasil Mundell, 49, e acrescentou em seus documentos o sobrenome do marido. Desmentindo os boatos de uma possível gravidez – “agora, se eu tiver uma dor de cabeça vão dizer que estou grávida”, brinca, ela confirma que os filhos estão em seus planos e não renega o seu lado dona de casa. Confessa gostar de cozinhar, divertir-se decorando o apartamento e jura ir pessoalmente fazer compras no supermercado como todas as mortais. Engana-se, porém, quem acha que esse comportamento não combina com a imagem da profissional bem-sucedida e conceituada, que exerce um cargo de chefia e tem como rotina passar mais de dez horas por dia dentro de uma redação de telejornal.
“A busca da mulher dos anos 2000 por esse equilíbrio entre sucesso e respeito no trabalho e uma família estável, um companheiro legal e uma história de amor bonita é que constitui esse fenômeno que passei seis meses estudando e chamei de A Revolução Feminina”, anuncia, após ouvir mulheres de diferentes idades e classes sociais, de ministras de Estado e executivas a donas de casas e empregadas domésticas.
“Como era muito procurada para falar desse assunto, felicidade em casa e no trabalho, percebi que o meu perfil representava alguma coisa. Quando comecei a apurar, vi que essa angústia era coletiva” explica’, com facilidade em analisar a mudança da sociedade nas últimas décadas e sem problemas ao colocar-se como exemplo. “Acho que essa tendência individualista, yuppie e workaholic de trabalhar 14 horas por dia ficaram lá nos anos 80. A mulher não precisa mais provar que tem competência. Esse espaço já está conquistado, mas ela viu que não é feliz só com isso”, afirma, com a propriedade’ de quem no dia-a-dia se desdobra para conciliar esses dois lados. “Trabalho muito e tenho muito prazer trabalhando, mas faço questão de priorizar minha vida pessoal. Pelo menos duas vezes por semana almoço com o meu marido, tento preservar meus fins de semana e estar com o Walter o máximo de tempo possível. Não é fácil, mas está dando certo” comemora, como uma perfeita representante do movimento que estudou com tanta dedicação.
Questionada sobre as carências dessa mulher moderna, forte, decidida e independente, Ana é categórica em afirmar que sua auto-estima está muito bem e os preconceitos, que ainda existem, não mais lhe tiram o sono. “A preocupação agora é outra. Depois de consolidar seu desempenho no mercado de trabalho, ela volta buscando os valores que acabou deixando par trás, o que absolutamente, não a faz ressuscitar a Amélia, que ficava em casa esperando e servindo o homem. Amélia está morta e enterrada e quem está confuso com seu papel em dia são os homens” declara, tecendo elogios ao companheiro, que, como bom maridão moderno, não se intimida em dividir com a ocupada jornalista as responsabilidades da administração do lar.’

07/08/2003

Ana Paula Padrão volta depois do susto
A jornalista e apresentadora do Jornal da Globo, Ana Paula Padrão, voltou ao comando do telejornal depois das supeitas de mononucleose.
Ela teve uma queda de pressão e se sentiu mal.
Cogitou-se até a possibilidade dela estar grávida, porém ela negou os boatos.
Ana Paula é casada há uma ano com o consultor financeiro Walter Mestieri Mundell

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