

Alunos de um colégio de brasileiros em Hamamatsu entrevista a Ana durante a Copa do Mundo
Entrevista com Ana Paula Padrão (repórter da TV Globo) - diretamente do Hotel Central da cidade de Hamamatsu, estado de Shizuoka
Entrevista realizada pelos alunos do Colégio Pitágoras - Unidade Hamamatsu. Orientação da Professora Maria Cecília Dantas.
Camila Sato (5a série) - Quais são suas expectativas para a Copa?
Ana Paula - Olha, eu acho que o Brasil já foi muito bem, tem ido bem, muito melhor do que muita gente esperava, e eu espero que ele passe pelo jogo da Inglaterra. Acho que se ele passar pelo jogo da Inglaterra, ele tem muita chance de passar pelo jogo seguinte, talvez com a seleção do Senegal, e chegarão à final.
Gisele (6a série) - Quantas pessoas da Globo vieram para cá?
Ana Paula - Da Globo, nesse grupo que está acompanhando a seleção, temos 180 pessoas. Tem outro grupo em Seul, na Coréia, com mais ou menos 30 pessoas.
Camila Sato (6a série) - É a primeira vez que você vem para o Japão?
Ana Paula - Não, é a quarta vez. Toda vez que eu vim foi a trabalho. A primeira vez foi em 1996 pelo Globo repórter. Depois, duas viagens presidenciais e estou vindo agora, quarta vez.
Gisele (5a série) - Essa é a sua primeira Copa do Mundo?
Ana Paula - Não, não é. A primeira Copa foi à passada, de 1998. Como o futebol não é minha especialidade, eu fui escalada para fazer matérias de comportamento.
Gisele (5a série) - Teve dificuldade para aprender sobre o futebol?
Ana Paula - Não, porque tem muita gente que entende muito de futebol e porque o jornal não trata só de futebol. Trata de vários assuntos: Economia, que é a minha especialidade, Política, ... e a gente procura fazer um pouquinho de cada coisa: outras matérias de comportamento, sobre o comportamento dos coreanos e sobre o dos japoneses. Então, tem várias coisas que não estão necessariamente relacionadas com o futebol. Tem a ver com economia local e política local, com o comportamento das pessoas daquele lugar. Não é só sobre o futebol. Assim, trata de muita coisa que não tem a ver somente com a seleção.
Matéria da revista Contigo de 6 de agosto de 2002
Ana Paula Padráo vive um novo amor
A âncora do Jornal da Globo está em clima de lua-de-mel com o consultor financeiro Walter Mundell Brasil e planeja oficializar a união até o fim do ano
O ano de 2002 tem sido recompensador para a jornalista brasiliense. Depois do sucesso da transmissão do Jornal da Globo direto da Coréia e do Japão, Ana Paula Padrão, de 36 anos, está vivendo um grande amor. Desde o começo do mês, ela está namorando o consultor financeiro Walter Brasil Mundell, de 48 anos. A jornalista é tão discreta e reservada sobre sua vida pessoal que o romance não teria vindo a público se um e-mail enviado pelo casal aos amigos mais próximos não tivesse vazado para a imprensa.
No sábado, 27, ela apresentou o Jornal Nacional nos estúdios do Rio de Janeiro e pegou a última ponte aérea pra São Paulo,acompanhada de Walter. Do aeroporto de Congonhas, os dois seguiram para o apartamento que dividem na zona Sul da cidade. Com o namoro assumidíssimo, acabam as especulações sobre possíveis romances da bela morena que, antes do economista, foi casada por 14 anos com o também jornalista Marcelo Netto. A formalização da união é o próximo passo do casal que se conheceu há dois anos, mas só começou a namorar antes da viagem de Ana Paula ao oriente. "Queremos nos casar, mas provavelmente só no fim de agosto ou após as eleições",revela a jornalista.
06/08/2002
AS ENTREVISTAS COM OS PRESIDENCIÁVEIS COMEÇARAM ONTEM...
O "Jornal da Globo", da Rede Globo, começa hoje, a partir das 23h50m, uma série de entrevistas ao vivo com os candidatos à Presidência. Por sorteio, o primeiro candidato entrevistado será o da Frente Trabalhista (PPS-PDT-PTB), Ciro Gomes. Na terça-feira, será a vez do candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. O do PSDB, José Serra, vai ao programa na quarta, e o do PSB, Anthony Garotinho, na quinta-feira.
Os entrevistadores serão a apresentadora Ana Paula Padrão e o comentarista político do "Jornal da Globo", Franklin Martins. As entrevistas serão em três blocos. Os dois primeiros terão em torno de sete minutos, mas a editora-chefe do "Jornal da Globo", Denise Cunha, avisa que o tempo desses blocos pode ser esticado se necessário.
— Se o candidato estiver concluindo um raciocínio ou uma pergunta se impuser, poderemos aumentar um pouco o tempo. Mas só um pouco mesmo — disse Denise.
O tempo do terceiro bloco (seis minutos), porém, não poderá ter qualquer acréscimo. O programa terá quatro blocos ao todo, com os três últimos para as entrevistas.
ANA PAULA PADRÃO FAZ EXPEDIÇÃO À ÁFRICA
A jornalista Ana Paula Padrão fará mais uma série de reportagens especiais para o Jornal Nacional e Jornal da Globo. Ela contou que já teve aprovação da Globo para fazer sua viagem à África que se chamará “Excluídos da Globalização”.
Durante os conflitos no Afeganistão, no ano passado, Ana Paula viajou para o local e teve um excelente desempenho em suas reportagens.
As gravações na África devem começar no fim deste ano, a jornalista disse que ainda precisa traçar um roteiro pelo continente.
Ana Paula Padrão não fala da vida pessoal
Ana Paula Padrão não fala de sua vida pessoal. Nem tão pouco se deixa fotografar ao lado do namorado, o empresário paulista Walter Brasil Mundell.
Durante o "Criança Esperança", no último sábado, no ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, corria à boca pequena pelos bastidores do evento que a apresentadora do "Jornal da Globo" irá se casar com o empresário em breve.
"Não falo da minha vida pessoal", disse Ana Paula à reportagem de OFuxico.
Mas não é apenas de sua privacidade que a jornalista não fala. Ana Paula também ajuda um instituição de caridade, mas prefere deixar o assunto longe da mídia, já que não faz isso por publicidade, mas por acreditar na sua função social como ser humano.
Ana Paula Padrão fará reportagens na África
A exemplo do que fez no Afeganistão por duas vezes (uma delas quando ainda era correspondente da Rede Globo em Nova York, um ano antes da Guerra contra o Terror), Ana Paula Padrão está se preparando para desbravar a África.
A jornalista e âncora do "Jornal da Globo" revelou à reportagem de OFuxico que seu projeto de realizar uma série de reportagens no continente negro foi aprovado pela emissora e, se todo o planejamento der certo, ela embarcará para a África no fim do ano.
Ana Paula Padrão honrada em participar do Criança Esperança
Diversos jornalistas da Rede Globo estão, pela primeira vez, participando do "Criança Esperança". No estádio do Mineirinho, Ana Paula Padrão, Chico Pinheiro, Carla Vilhena e Glória Maria são alguns dos profissionais do jornalismo global que estarão pedindo a doação dos telespectadores para o projeto da Globo em parceria com a Unicef.
Apresentadora do "Jornal da Globo", Ana Paula Padrão disse à reportagem de OFuxico que é a primeira vez que participa da festa.
"Isso faz parte da função social do ser humano. Me sinto honrada de estar aqui. O jornalista tem que usar da sua credibilidade para pedir."
ANA PAULA PADRÃO NÃO PENSA EM ESCREVER NOVO LIVRO
Constantemente, a jornalista Ana Paula Padrão vem sendo questionada quando irá escrever um novo livro. Ela esclareceu que não pensa na hipótese tão cedo, já que a dedicação precisa ser muito grande.
- Eu trabalho 12 horas por dia em função do jornal (da Globo). E escrever um livro é um trabalho gigantesco, acho que quando você se propõe a fazer é preciso fazer direito, porque livro é uma obra que fica para sempre, como material de pesquisa, opinou a jornalista.
Ana Paula Padrão lançou em 1997 o livro O Segredo do Cofre em parceria com Valderez Caetano.
07/08/2002
Ao contrário de Ciro Gomes Lula fez uma ótima entrevista. Com um início pouco original, é claro... elogiou Ana pela cobertura da Copa, assim como fez com Fátima.
A conversa foi muito mais proveitosa com o candidato do PT do que com o do PPS que, apesar de vago, rendeu picos de 16 pontos no ibope, com média de 14. Marca muito boa para um jornal exibido tarde da noite.
09/08/2002
Drible na acomodação
Âncora do Jornal da Globo apresenta série de entrevistas com presidenciáveis a partir de amanhã
Com o mesmo sorriso com que deseja boa-noite para os telespectadores, Ana Paula Padrão admite que é um tanto preguiçosa. Difícil acreditar. Afinal, da hora em que acorda ao momento em que vai dormir, ela não pensa em outra coisa senão em trabalho. Mal chegou do Japão, por exemplo, já pensa em viajar para a África. Nesse meio tempo, porém, vai entrevistar os presidenciáveis no Jornal da Globo, a partir de amanhã. Aos 36 anos de idade e 16 de profissão, se pudesse, viveria viajando. Já visitou campo de refugiados em Kosovo, mostrou o regime talibã no Afeganistão e conheceu pessoalmente a crise financeira na Argentina. Durante a Copa do Mundo, apresentou o Jornal da Globo direto de Tóquio, no Japão. Agora, não vê a hora de embarcar para a África, onde pretende fazer série de reportagens sobre os excluídos da globalização. (André Bernardo/TV Press)
Os presidenciáveis se mostraram muito reticentes, escorregadios, na rodada de entrevistas do Jornal Nacional. Como pretende lidar com respostas evasivas?
Já estou acostumada a entrevistar todo tipo de gente. Inclusive, gente escorregadia. Esse não é o problema. O maior cuidado que estou tendo é estudar os programas de governo de cada candidato, ler as entrevistas que deram e assim por diante. Estou lendo com muito cuidado o que eles têm dito na imprensa e pretendo me deter nos temas mais contraditórios. Minha maior preocupação é esclarecer pontos que ainda não estão suficientemente claros para o eleitor.
Você acredita que tais sabatinas ajudam o eleitor a se decidir sobre em quem ele vai votar?
Acredito que sim. Quero mostrar aos eleitores o que as pessoas que estão concorrendo ao cargo mais importante do país pensam e que propostas de governo elas têm. Quero que seja um debate de idéias e não uma troca de acusações. Não quero grandes manchetes. Quero apenas esclarecer os telespectadores. Muitos programas de governo ainda não estão prontos, definidos. Tenho a obrigação de perguntar coisas que ainda não estão suficientemente claras para o eleitor.
Você costuma dizer que sua melhor matéria é sempre a última. Isso vale também para a Copa do Mundo?
É claro que vale! A cobertura da Copa foi muito vitoriosa. Em todos os sentidos. Em termos de audiência e em termos de satisfação pessoal também. Fiquei orgulhosa porque consegui pôr um telejornal na rua do outro lado do mundo. Além disso, não fiquei focada simplesmente no evento esportivo. Sei que futebol é um tema inesgotável, mas queria abordar o que havia em torno da Copa também. A vocação do Jornal da Globo é cobrir tanto o fato quanto o que existe em torno dele. Não fazia sentido cobrir apenas o evento. Fiz matérias sobre a Copa, mas fiz matérias também de comportamento, economia...
Depois do Japão, você pretende viajar para a África. O que pode adiantar sobre esse projeto?
Acalento esse projeto há dois anos. Infelizmente, vem sendo atropelado pelo 11 de setembro, pela Copa do Mundo, pelas eleições presidenciais... Sempre achei que a mídia internacional cobre muito mal a África. A mídia européia cobre um pouquinho melhor mas, ainda assim, é uma cobertura muito falha. E aquilo lá é um mundo. E um mundo completamente excluído do nosso. Estou convencida que o telespectador brasileiro é muito curioso. Só que ele anda tão preocupado com o seu dia-a-dia que quase não sobra tempo para se informar sobre outros países. Se eu trouxer coisas que ele não conhece, tenho certeza que vai assistir e se interessar pelo assunto.
Declaração da Ana em uma matéria que falava sobre telejornalismo e emoção
Ana Paula Padrão, apresentadora e editora do "Jornal da Globo", por sua vez tenta se distanciar da emoção. Pelo menos em frente às câmeras. "Isso não torna o repórter alguém que nunca se emociona. Já chorei muito no travesseiro, depois de um dia inteiro de matérias e entradas ao vivo...", admite.
Matéria da Folha Online sobre a entrevista de Garotinho
No último dia de entrevistas do "Jornal da Globo", Anthony Garotinho foi o sabatinado de Ana Paula Padrão e Franklin Martins. Assim como ocorreu com os outros candidatos a presidente, a entrevista foi dividida em três blocos, totalizando 20 minutos.
Em sua (lenta) saudação aos telespectadores, Garotinho foi imediatamente avisado por Ana Paula que seu tempo já estava correndo.
Sem alterar o tom de voz (e a velocidade), Garotinho continuou, enquanto o telejornal chegava a sair do ar, tela escura e tudo _por um ou dois segundos.
Garotinho entregou planos de governo, divididos por setores, aos entrevistadores. Estes, agradecem rapidamente.
Martins abriu a entrevista incisivo: "Se o senhor não consegue nem unir seu partido, como espera ganhar uma eleição?"
"Eu sempre fui um homem de desafios", defendeu-se o candidato do PSB à Presidência da República. Martins insistiu, dizendo que vários candidatos do partido pelos Estados estavam desistindo.
Garotinho rebateu dizendo que não tem dinheiro porque, grosso modo, não tem apoio do "establishment". E fechou com o tradicional otimismo (embora sem fundamento estatístico): "Nós vamos vencer as eleições."
Ana Paula Padrão apresentou documentos. "Tenho documentos", mostrou sobre a mesa, "sobre contas a pagar deixadas quando saiu do governo do Rio (...) "Até conta de padaria tem aqui", afirmou a âncora do "Jornal da Globo".
Garotinho negou. Primeiro disse que os documentos eram inverídicos. Depois, informou que quem tinha de cuidar disso (de pagar as dívidas, em torno de R$ 1,2 milhão) era a secretaria da Fazenda.
"Deixei no caixa R$ 1,2 milhão", respondeu.
Ana Paula insistiu: "Quando deixou o governo, o senhor tinha pago?"
"Mas eu deixei o dinheiro! As contas não estavam vencidas!"
Ana Paula tentou ser irônica.
"O senhor está processando alguém no governo do Rio?"
"Por quê?", indagou Garotinho.
"É que o senhor está dizendo que eles estão mentindo, não seria uma forma legal (um processo) de (questioná-los)?"
"Eles é que têm de provar o que estão fazendo", desviou o ex-governador.
Segundo Bloco
Martins quis saber de onde Garotinho tiraria dinheiro para elevar o salário mínimo a R$ 400 durante seu governo _conforme promessa feita pelo pessebista.
Garotinho diz que, fazendo baixar a taxa de juros, sobrarão recursos. Ana Paula corta, novamente irônica. "O senhor teria de baixar muito juro!" Martins reforça, aparentando indignação. "O senhor vai entrar (no mandato, caso eleito) e derrubar o juro?"
"Cada pontinho a menos (de juros) significa muitos recursos."
Ana Paula: "Mas isso (corte de juros?) já está no osso!"
Novos dados sobre a gestão Garotinho no Rio. "Tenho dados aqui (...) Na minha gestão, a economia do Estado só cresceu e..."
Ana Paula nem o deixa completar _emenda com a questão da violência. Novamente o candidato mal pode se explicar.
"Mas não mudou nada!", afirma ela.
Garotinho rebateu com números: "(...) caiu de 243 sequestros para 32", (durante determinado período etc.)
"Não quero discutir números", corta a âncora do telejornal, que passa a dar exemplos pontuais. "(no seu governo) Mataram a diretora de Bangu"; "Teve aquele bando armado que atacou com ônibus..."
"Na minha gestão eu contratei 13 mil polici...", começa o candidato.
"E não adiantou", trava a jornalista global. Ela passa a questionar a ação da polícia na gestão do pessebista. "Lembrei casos de sua administração, já que o senhor é candidato a presidente."
"Sou candidato e ninguém fez mais do que eu..."
Um tanto quieto, Franklin Martins começaria então a fazer sua pergunta, mas também foi cortado. "Deixa eu interromper? Senão não sobra nada para o terceiro bloco."
Terceiro Bloco
Martins pergunta sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, pelo fato de o partido de Garotinho ter ido à Justiça contra a lei.
Ele começa a responder por rodeios, justificando que a lei não deveria entrar imediatamente em vigor, que deveria ter um prazo etc.
Ana Paula muda o foco da entrevista para economia, sua especialidade: "O que tem que mudar no rol dos nossos parceiros (comerciais) preferenciais?"
"O Brasil deve abrir uma relação maior com a Índia, com a China (...)"
"Mas a China é o décimo parceiro", argumenta a jornalista.
"Podia ser o terceiro." (...) "O Brasil não tem um Ministério de Comércio Exterior. A Coréia exporta três vezes mais que o Brasil. Qual a população da Coréia? (responda-me) Você que pergunta tanto..."
Fim. Com essa irônica questão final o candidato se vingou de Ana Paula Padrão.
Não foi uma entrevista. Foi um bombardeio. Só faltou mesmo uma pergunta sobre as fitas daquela suposto acusação de suborno, que Garotinho prometera liberar ao "Jornal Nacional", mas mudou de idéia.
E se a Globo não for de extrema-direita é de centro, como falou Ciro Gomes do ACM. E os candidatos à Presidência têm de ouvir os comentários pseudo-numéricos-econômicos de Ana Paula Padrão e Franklin Martins. É um discurso de entrevista bem típico de apoio ao candidato do governo. Na terça (06/08), Lula chavecou Ana Paula, elogiando-a pela posição de destaque no jornalismo como mulher, mas não teve jeito! Ela detonou toda a sua cartilha de cálculos econômicos, taxas de juros, porcentagem, regra-de-três, os cambaus! Parecia uma técnica econômica do FMI. E o Lula, lá, assustado. Com o visual da Ana Paula, meio Mortícia da Família Adams, e aquela cara carrancuda do Franklin(stein) Martins, aquilo não é entrevista. É um filme de terror. Que medo!
E quem pensava, como eu, que Ana Paula Padrão e Franklin Martins fossem poupar o presidenciável José Serra se enganou! No Jornal da Globo da quarta (07/08) a dupla de jornalistas detonou o projeto de campanha do candidato da situação. “O senhor sabe que o ganho do salário mínimo nas gestões de Fernando Henrique foi de 50%?”, questionou Ana Paula. “Sim, mais ou menos isso”, respondeu Serra. “E no seu plano de governo, o senhor não tem nenhuma política para o mínimo? Nada vai mudar em relação ao novo governo? O povo quer mudança!”, cutucou a jornalista. Mas o básico não foi isso! Foi a cesta básica! Ana Paula lembrou dos produtos da cesta. Disse que o feijão foi o vilão no aumento, junto com o arroz. “O senhor sabe quanto custa o quilo do arroz?”, disparou a moça. “Neste momento, posso lhe dizer que não”, respondeu acuado Serra. Depois dessa, nem arroz de festa para obter alguns votos o querido de FHC será! Dã!
Fonte: Coluna Tricô da TV, BR Press
A bela da Globo enfrenta as feras
Depois da cobertura da guerra de Kosovo, em 1999, e de duas viagens ao Afeganistão, uma em 1997 e outra neste ano, ao fim da ofensiva militar norte-americana no País, a jornalista da Rede Globo Ana Paula Padrão enfrenta agora uma tarefa tão difícil quanto as que passou nos campos de batalha. A bela agora encara as feras da corrida pela Presidência da República.
Toda noite, desde segunda-feira, ao lado do comentarista de política da emissora, Franklin Martins, a apresentadora do Jornal da Globo entrevista um dos quatro principais candidatos. O primeiro foi Ciro Gomes, da Frente Trabalhista (PPS, PDT e PTB). Na terça, foi Luiz Inácio Lula da Silva (PT); ontem, José Serra (PSDB); e hoje, o entrevistado será Anthony Garotinho (PSB).
A jornalista de 35 anos de idade, há 14 na Rede Globo, assumiu há dois anos a apresentação do Jornal da Globo. Começou como repórter de política em Brasília. Depois, passou dois anos como correspondente em Londres e em Nova York, entre 1998 e 2000. Experiência, como se vê, não lhe falta. Mesmo assim, ela tem passado trabalho.
Até agora, foi Ciro Gomes o candidato que mais acidamente a enfrentou, na série de entrevistas que duram 20 minutos, divididos em três blocos. A certa altura, demonstrando irritação com o que considerou um excesso de perguntas, o candidato, dirigindo-se a ela e a Martins, bombardeou os apresentadores: “Mas isso aqui uma inquisição?”, perguntou. “Não, absolutamente, candidato”, saiu-se Ana Paula. “São perguntas jornalísticas.”
Ciro também se irritou com a insistência das perguntas sobre denúncias de corrupção contra seu vice, o ex-presidente da Força Sindical Paulo Pereira da Silva (PTB). “Não há nada contra ele, afirmou. “Desculpe, candidato, há duas investigações contra o seu vice”, disse Ana Paula. “Vá me desculpar você, Ana Paula, não há nada, relatório nenhum contra ele”, rebateu Ciro.
A entrevista de Lula foi mais tranqüila: o candidato falou sobre aumento de arrecadação e salários do funcionalismo público e não reclamou das perguntas.
Ontem, alegando que estava se preparando para enfrentar Serra à noite, Ana Paula não quis falar ao JT. Hoje será a vez de Garotinho. Ao final da série, talvez a jornalista tenha saudades das guerras.
Fonte: O Estado de SP
Matéria do Jornal da Tarde sobre as entrevistas dos candidatos à presidência
Os candidatos na bancada de Ana Paula Padrão
Desta vez, Lula não pode se queixar do tratamento que vem recebendo da Rede Globo. Se for comparada a sua entrevista com a de Ciro Gomes no ‘Jornal da Globo’, este na segunda e Lula na terça-feira, pode-se dizer que Lula foi tratado com gentileza e Ciro, com severidade pelos entrevistadores Ana Paula Padrão e Franklin Martins.
Não que as perguntas do tipo que levaram Ciro a se queixar (“Isto aqui está parecendo um interrogatório, uma inquisição”) não fossem feitas a Lula. A diferença estava no bate-pronto dos entrevistadores com Ciro, na rapidez com que rebatiam os seus argumentos, e na, digamos, corda frouxa com que foram tangendo Lula.
É verdade que a atitude de um e de outro candidato contribuiu para isso. Apesar de toda a polidez formal, a maneira de Ciro contestar não combinou com o estilo empombado da apresentadora. Ciro tem um jeito de responder parecido com o de Pedro Malan, desqualificando o entrevistador. Usa aquele tom “não, minha filha, não é isso não” – de falsa paciência. A atitude contribuiu, mas a pauta do programa visava a tirar tudo a limpo.
Começaram questionando a facilidade com que o candidato fala em acabar com o rombo na Previdência, e ele pareceu dizer que faria aquilo com um pé nas costas, diminuindo em 10% a informalidade do trabalho, pois “57 de cada 100 trabalhadores estão no biscate”. Houve embate nas perguntas sobre o ex-coordenador de campanha, José Carlos Martinez, afastado por “negócios nebulosos”, segundo Ana Paula (Ciro aproveitou e alfinetou FHC, para quem Martinez trabalhou). Houve embate mais pesado no caso das acusações ao vice, Paulo Pereira da Silva, quando o candidato adotou de vez o estilo Malan.
A insistência de Ana Paula em dizer que havia investigação contra o vice na Corregedoria da União, e a de Ciro em negar – negar inclusive que o órgão tenha essa missão – acabou levando o candidato a um destempero, quando disse: “A Corregedoria Geral da União foi criada para acobertar a corrupção no governo Fernando Henrique.” Ana Paula acautelou-se: “A mim não cabe avaliar.” E Ciro: “Pois a mim cabe.”
Cobraram-lhe a verdade sobre o valor em dólares do salário mínimo quando foi ministro da Fazenda (propalava US$ 100 e José Serra disse que era US$ 82), cobraram-lhe as alianças com Brizola e ACM, contra quem o candidato havia boquejado em outros tempos. Ao perguntarem os dois entrevistadores se haveria cargos para o PFL no seu governo, e ele negar, e eles insistirem, foi que ele reagiu, dizendo que aquilo parecia interrogatório, inquisição. Não houve tempo para falar de programas de governo e Ciro, no fim, já recomposto, com sorriso de bom moço, deu a última alfinetada, disse esperar a próxima oportunidade para falar de segurança, saúde e exportação.
Com Lula, no dia seguinte, o tom foi quase o de curiosidade. Como que o PT reivindicava 60% de aumento para o funcionalismo como oposição e que aumento daria como governo, como crescer, como exportar, como fica o caso de corrupção em Santo André, como o candidato explica estar abaixo da sua média nacional de intenção de voto em dois lugares onde o PT é governo, no Rio Grande do Sul e na cidade de São Paulo... Questões em tom ameno, pelas quais o candidato passou confortavelmente.
Matéria de um site sobre as entrevistas e audiência do Jornal da Globo
JG: Entrevista de Garotinho marca 13 pontos na audiência
Foi quase um bate-boca os 20 minutos da entrevista de Anthony Garotinho ao “Jornal da Globo”. O candidato do PSB contestou absolutamente todas as informações e preliminares contidas nas perguntas de Ana Paula Padrão e do comentarista político Franklin Martins, que comandaram, durante toda esta semana, a primeira rodada de conversas com os candidatos à presidência da República mais bem colocados nas pesquisas eleitorais.
O ex-governador do Rio de Janeiro negou que tivesse deixado o estado com dívidas da ordem de R$ 1,2 bilhões à sua sucessora, a governadora Benedita da Silva, ainda que a apresentadora do “Jornal da Globo” inquirisse o candidato com documentos oficiais das empresas credoras. Garotinho explicou que uma das contas atrasadas, no valor de R$ 20 milhões, devidos à operadora de telefonia que atua no estado, estava sendo negociada para ser abatida de uma dívida fiscal da companhia.
A jornalista Ana Paula Padrão perguntou ao candidato se ele estava processando alguém por calúnia, injúria e difamação, que seria o natural. O ex-governador disse que não porque ninguém até aquele momento havia falado nada embasado em provas documentais.
No quesito audiência, a entrevista com o canditado, realizada em três blocos entre a meia noite e 0h27, rendeu à emissora carioca picos de 14 pontos, cravando a média de 13 pontos na audiência não consolidada. Ontem, entrevista nos mesmos moldes com o candidato José Serra, do PSDB, atingiu pico de 17 pontos e cravou a média de 14 pontos. Na terça-feira, a conversa com Luiz Inácio Lula da Silva atingiu pico de 11 pontos e cravou média de 10 pontos. Na segunda-feira, a entrevista de Ciro atingiu pico de 16 pontos e cravou média de 14 pontos.
A ordem das entrevistas foi definida em sorteio. Os candidatos se comprometeram a não usar a entrevista ou trechos dela em suas respectivas campanhas políticas na TV
10/08/2002
Ana Paula não assumiu a bancada do Jornal Nacional hoje. Talvez porque tenha ido para Brasília, passar o dia dos pais por lá. A jornalista costuma almoçar aos domingos com a família e encontrar as fontes as segundas pela manhã.
11/08/2002
Ana Paula Padrão acabou de aparecer em uma das propagandas do Criança Esperança.
13/08/2002
Ana Paula Padrão, que fez o maior mistério em torno de seu casamento com o empresário Walter Brasil Mundell, apareceu sem medo de ser feliz junto do maridão, neste domingo, no show de Roberto Carlos, na Estação Julio Prestes. Linda como sempre, a jornalista era só chamego na fila do gargarejo.
Fonte: Glamurama
13/08/2002
Ana Paula Padrão aparece com marido em público
Lembra que Ana Paula Padrão escondeu que iria se casar, quando diziam que a união havia sido feita em segredo, com o consultor financeiro Walter Brasil Mundell?
Nem nos bastidores da Rede Globo a história não havia sido divulgada. Segundo a assessoria, a vida pessoal dos jornalistas não poderia ser nem comentada. A jornalista Ana Paula Padrão, que fez de tudo para esconder o seu casamento com o empresário Walter Brasil Mundell, apareceu em público com o maridão, e em um clima de amor aquecido pelas músicas do Roberto Carlos, neste domingo, em um show do cantor, na Estação Julio Prestes.
Se quisesse fugir dos fotógrafos, teria ficado quietinha em seu canto, mas ela estava na chamada "fila do gargarejo", cantarolando "quando eu estou aqui.."
Parece que está mesmo vivendo um "momento lindo"...
15/08/2002
Revista Caras desta semana:
Depois de um discretíssimo namoro, Ana Paula Padrão (36), apresentadora do Jornal da Globo, provocou surpresa com o anúncio de que se casara novamente. O marido é o consultor financeiro Walter Brasil Mündell (48), ex-presidente da Lloyds Asset Management. O casal apareceu em público para aplaudir o show que Roberto Carlos (61) fez para mil convidados da General Motors na Estação Júlio Prestes, em SP. “Com meu horário de trabalho, fica difícil sair durante a semana. O show foi no domingo e deu para fazer duas coisas pela primeira vez: ver Roberto Carlos ao vivo e conhecer a Sala São Paulo. Achei maravilhosa”, elogiou Ana Paula, contando que, em casa, ela e o marido costumam ouvir jazz.
Assim como Ana Paula, que viveu por 14 anos — entre idas e vindas — com o jornalista Marcelo Netto (52), o executivo também saiu de um casamento longo, do qual tem um filho. Agora, os dois curtem clima de lua-de-mel. Acompanharam o show de mãos dadas e Ana Paula cantou várias baladas com o rei. “Minha música preferida é As Curvas da Estrada de Santos. Fiquei feliz de ouvi-la ao vivo”, disse ela.
16/08/2002
E depois da Revista "Caras", olhem só o que disse a "Quem", sobre o mesmo evento...
Roberto Carlos se apresentou em um show fechado para convidados promovido pela Chevrolet no domingo, 11, na Sala São Paulo, Estação Júlio Prestes. O repertório contou com algumas novidades: o Rei incluiu músicas do CD Acústico. E além da homenagem a Maria Rita, ele também se lembrou do amigo Caetano Veloso, que completou 60 anos. Mas quem roubou as atenções foi Ana Paula Padrão, que apareceu maravilhosa ao lado de seu marido, o consultor financeiro Walter Brasil Mundell. Os dois curtiram o show em climão romântico. "Foi a primeira vez que assisti a um show do Roberto. Adorei", confessou.
20/08/2002
Este restaurante é uma delícia... tem um bolinho de arroz maravilhoso!!!
ANA PAULA PADRÃO ALMOÇA COM O MARIDO EM SÃO PAULO
A jornalista Ana Paula Padrão e seu marido, o consultor financeiro e ex-presidente do Lloyds Asset Management Walter Brasil Mündell, almoçaram hoje no Ritz Itaim, em São Paulo. O clima era de romance.
Fonte: Babado
O detalhe que fez toda a diferença...
Ana Paula voltou com força total entrevistou Pedro Malan, divulgou vídeo grotesco e ostentou um adorno imperceptível aos olhos de telespectadores comuns. O motivo da falta da apresentadora durante a semana passada foi que ela se casou, na mão esquerda ela está usando uma aliança.
Ana devia estar curtindo um pouco a vida de casada...
22/08/2002
A Ana Paula acaba de anunciar no ar, antes do término do jornal que não estará na bancada na quinta-feira e na sexta, pois estará preparando uma matéria. Em seu lugar estará o William Waak?
Ana em entrevista ao site Terra
Ana Paula Padrão assume que é viciada em trabalho
Com o mesmo sorriso com que deseja boa-noite para os telespectadores, Ana Paula Padrão admite que é um tanto preguiçosa. Difícil acreditar. Afinal, da hora em que acorda ao momento em que vai dormir, nunca antes das três da manhã, ela não pensa em outra coisa senão em trabalho. "Workaholic" assumida, não freqüenta academias, nem pratica esportes. Ela parece dedicar toda a sua energia ao jornalismo. Mal chegou do Japão, por exemplo, já pensa em viajar para a África. Nesse meio tempo, porém, vai entrevistar os presidenciáveis no Jornal da Globo. "Nos últimos dois anos, tirei menos férias do que deveria. Mas não reclamo da minha jornada diária de trabalho. Não dá para fazer o jornal que eu quero trabalhando menos", pondera.
Aos 36 anos de idade e 16 de profissão, Ana Paula deseja manter o Jornal da Globo o mais longe possível da bancada. Se pudesse, viveria viajando. Ana Paula já visitou campo de refugiados em Kosovo, mostrou o regime talibã no Afeganistão e conheceu pessoalmente a crise financeira na Argentina. Durante a Copa do Mundo, apresentou o Jornal da Globo direto de Tóquio, no Japão. Apesar do envolvimento "full-time" com a notícia, Ana Paula garante que torceu - e muito - pela Seleção Brasileira. "Não existe nada igual ao Brasil entrar em campo com o estádio cheio. É muito emocionante! Não há como não torcer...", confessa, levemente encabulada.
Depois de regressar do Japão, Ana Paula Padrão não vê a hora de embarcar para a África. Lá, pretende fazer uma série de reportagens sobre os excluídos da globalização. Mas, entre uma viagem e outra, Ana Paula Padrão ainda tem a sucessão presidencial pela frente. No próximo dia 5, ela recebe o primeiro dos quatro principais candidatos à Presidência da República numa rodada de entrevistas. O envolvimento é tanto que Ana Paula simplesmente esqueceu que, no próximo dia 7, completa dois anos à frente do Jornal da Globo. "É verdade!? Mas que feliz coincidência... Eu nem lembrava disso...", espanta-se, com uma gostosa gargalhada.
P - Os presidenciáveis se mostraram muito reticentes, escorregadios, na rodada de entrevistas do "Jornal Nacional". Como pretende lidar com respostas evasivas?
R - Já estou acostumada a entrevistar todo tipo de gente. Inclusive, gente escorregadia. Esse não é o problema. O maior cuidado que estou tendo é estudar os programas de governo de cada candidato, ler as entrevistas que eles já deram e assim por diante. Estou lendo com muito cuidado o que eles têm dito na imprensa e pretendo me deter nos temas mais contraditórios. Minha maior preocupação é esclarecer pontos que ainda não estão suficientemente claros para o eleitor.
P - Você acredita que tais sabatinas ajudam o eleitor a se decidir sobre em quem ele vai votar?
R - Acredito que sim. Quero mostrar aos eleitores o que as pessoas que estão concorrendo ao cargo mais importante do país pensam e que propostas de governo elas têm. Quero que seja um debate de idéias e não uma troca de acusações. Não quero grandes manchetes. Quero apenas esclarecer os telespectadores. Muitos programas de governo ainda não estão prontos, definidos. Tenho a obrigação de perguntar coisas que ainda não estão suficientemente claras para o eleitor.
P - E você já tem candidato?
R - A Ana Paula, como qualquer outro cidadão, tem lá suas preferências. Mas a Ana Paula Padrão, jornalista, não deve opinar sobre isso. Como sou uma formadora de opinião, não posso dizer para as pessoas o que acho disso ou daquilo. Jamais declararia meu voto. Meu papel de âncora de telejornal não permite isso...
P - A rodada de entrevistas com os presidenciáveis coincide com o aniversário de dois anos no Jornal da Globo. Foi proposital?
R - É verdade!? Você acabou de me lembrar disso... No dia 7, eu faço dois anos no Jornal da Globo. É uma feliz coincidência... Eu nem lembrava mais disso...
P - Que avaliação você faz desses dois anos no Jornal da Globo?
R - Esses dois anos foram extremamente produtivos. Num primeiro momento, tive de prestar mais atenção no lado burocrático do telejornal. Felizmente, consegui montar uma equipe que facilitou esse processo. A partir daí, voltei a desenvolver projetos que fazem parte da minha carreira. Depois de seis meses, voltei a apurar. E, depois de um ano, voltei a viajar. Consegui levar o telejornal para fora da bancada. Esse projeto deu tão certo que consegui fazer um telejornal itinerante por quase dois meses na Copa.
P - Em nenhum momento, você pensou em abrir mão das reportagens internacionais?
R - Absolutamente. Inclusive, consegui provar a minha tese de que é possível levar o telejornal até onde as coisas estão acontecendo. O telejornal fica mais dinâmico, interessante. Mesmo não tendo os recursos técnicos ideais, os telespectadores gostam de ver que você está exposto a todos os imprevistos de ancorar um telejornal da rua: chuva, ventos, satélite que cai, etc e tal. Televisão ao vivo é isso! E é justamente isso que acho sensacional. Consegui provar a tese de que âncora não precisa ficar ancorado no estúdio.
P - Você costuma dizer que a sua melhor matéria é sempre a última. Isso vale também para a Copa do Mundo?
R - É claro que vale! A cobertura da Copa foi muito vitoriosa. Em todos os sentidos. Em termos de audiência e em termos de satisfação pessoal também. Fiquei orgulhosa porque consegui pôr um telejornal na rua do outro lado do mundo. Além disso, não fiquei focada simplesmente no evento esportivo. Sei que futebol é um tema inesgotável, mas queria abordar o que havia em torno da Copa também. A vocação do Jornal da Globo é cobrir tanto o fato quanto o que existe em torno dele. Não fazia sentido cobrir apenas o evento. Fiz matérias sobre a Copa, mas fiz matérias também de comportamento, economia...
P - Em uma de suas matérias, você falou sobre o aumento da população de rua na capital japonesa. Uma família de Sorocaba, no interior de São Paulo, disse ter reconhecido na reportagem um de seus filhos, Dennis Toshi Neves, que não via desde dezembro de 1996. O que você achou disso?
R - Para minha surpresa, quando a matéria foi ao ar, diversas pessoas começaram a telefonar para a redação e dizer que aquele rapaz poderia ser brasileiro. Depois disso, voltei lá, procurei pelo bairro inteiro, mas não consegui encontrá-lo. Encontrar alguém em Tóquio, aliás, é uma missão quase impossível. Pode ser que ele estivesse se escondendo, não sei. Pode ser também que tudo não tenha passado de uma grande coincidência. Tudo é possível! Queria muito saber se aquele rapaz era o Dennis mesmo. Infelizmente, a gente nunca vai saber a verdade.
P - Depois do Japão, você pretende viajar para a África. O que você pode adiantar sobre esse projeto?
R - Eu já acalento esse projeto há dois anos. Infelizmente, ele vem sendo atropelado pelo 11 de setembro, pela Copa do Mundo, pelas eleições presidenciais... Sempre achei que a mídia internacional cobre muito mal a África. A mídia européia cobre um pouquinho melhor mas, ainda assim, é uma cobertura muito falha. E aquilo lá é um mundo. E um mundo completamente excluído do nosso. Estou convencida que o telespectador brasileiro é muito curioso. Só que ele anda tão preocupado com o seu dia-a-dia que quase não sobra tempo para se informar sobre outros países. Se eu trouxer coisas que ele não conhece, tenho certeza que vai assistir e se interessar pelo assunto...
P - Como assistiu e se interessou pelas matérias do Afeganistão...
R - Exatamente. Quando voltei do Afeganistão, até taxista e garçom me parabenizaram pelas matérias que eles viram no "Fantástico". Fora isso, nunca recebi tanto e-mail na vida. A partir dali, ficou mais fácil vender novos projetos para a Globo. Quando se falava em África, há uns quatro anos, as pessoas logo pensavam: "Ah, não! África está muito distante do Brasil, o pessoal não conhece, não tem atrativos...". É claro que tem! A série de reportagens sobre o Afeganistão provou que tudo tem atrativo. Mas esse desinteresse é internacional. A África tem uma realidade muito dura, difícil... É tão melhor dar notícia boa, não é verdade? Mas tem tanta coisa que eu leio e pesquiso sobre a África que o pessoal não tem idéia... E é isso que eu quero buscar lá.
P - Desde que voltou do Afeganistão, você passou a ser tratada quase como uma celebridade. O assédio chega a incomodar?
R - Eu sempre fico surpresa quando isso acontece. Fico surpresa quando as pessoas se interessam por outros aspectos da minha vida que não o profissional. No exterior, eu era uma anônima e levava uma vida muito confortável por causa disso. Quando voltei ao Brasil, não sabia como me comportar quando era reconhecida nas ruas ou quando as pessoas faziam perguntas sobre minha vida pessoal. Ficava desconcertada. Hoje, não. O público já me vê com outros olhos. O público já sabe que sou uma pessoa discreta, reservada. E a abordagem é sempre muito carinhosa, tranqüila, reservada também. Embora ache estranho, já não me sinto incomodada.
Diário de bordo
A vida de Ana Paula Padrão daria um livro. De aventura. E dos bons. O espírito indômito já levou a jornalista da Globo aos mais diversos lugares, como Alasca, Kosovo e Afeganistão. Só o Japão, Ana Paula já visitou quatro vezes. A primeira delas foi em 96, quando acompanhou as conseqüências de um acidente nuclear na usina de Takaimura para o Globo Repórter. Apesar de não sentir qualquer dificuldade de adaptação, admite que o idioma japonês sempre causa transtornos. "Pedi ao serviço de quarto que me trouxessem sabonetes, soap em inglês. Minutos depois, bate um funcionário na minha porta com um prato de sopa, soup em inglês", diverte-se.
Muitas das histórias que Ana Paula guarda das viagens que faz pelo mundo são relatos de locais castigados por guerras civis. Como, por exemplo, a Planície de Kosovo, na Sérvia. Ela mal tinha chegado a Nova Iorque, para assumir o cargo de correspondente em 98, quando foi escalada para visitar os campos de refugiados da antiga Iugoslávia. Em muitas cidades, não havia água e Ana Paula chegou a ficar três dias sem tomar banho. Para conseguir comida, tinha de ir ao país vizinho, a Macedônia, a duas horas dali. O momento mais triste foi quando uma família albanesa encontrou a casa destruída por tropas sérvias. "Numa guerra, você vê gente que perdeu tudo lutando para não perder a vida", lamenta.
A mais recente aventura de Ana Paula foi no Afeganistão. Ela já esteve lá duas vezes: em 2000, quando o regime talibã ainda detinha o poder e, em 2002, quando a Aliança do Norte passou a controlar o país. Da primeira vez, foi obrigada a assinar um documento se comprometendo a não filmar ou conversar com qualquer afegão. O jeito foi recorrer a microcâmaras digitais. Apesar da censura, registrou momentos emocionantes como a visita a um hotel de Cabul. De volta ao Brasil, recebeu inúmeras propostas para escrever um livro sobre o Afeganistão. Em vez disso, prefere lançar um DVD com o "making of" da aventura. "Eu teria sido correspondente de guerra o resto da vida", garante.
Nos bastidores da notícia
A estréia de Ana Paula no Jornal Hoje virou lenda na Globo. Ela solta uma risada ao lembrar do debute quase desastroso, mas atribui o incidente à falta de senso de direção. Ela tinha acabado de ser maquiada e, em vez de seguir para o estúdio, tomou o sentido inverso. Subiu escadas, enveredou por corredores e, quando deu por si, estava perdida. Minutos antes do telejornal ir ao ar, Ana Paula foi localizada por um contra-regra histérico. Já na bancada, ela só teve tempo de colocar o microfone na lapela e ler as principais notícias do dia ao vivo. "Graças a Deus, mantive a calma. Era como se nada de errado estivesse acontecendo", sorri.
Depois disso, Ana Paula memorizou o caminho que separa a sala de maquiagem do estúdio. Mas nem tudo depende dela. Certo dia, as instalações da Globo entraram em pane durante o telejornal. Metade da luz do estúdio caiu, o teleprompter - monitor de vídeo que exibe o texto a ser lido pelo âncora - não funcionou e as impressoras enguiçaram. A única que continuou a funcionar ficava na sala do então diretor de jornalismo da emissora, Evandro Carlos de Andrade, sete andares acima do estúdio. "Como eu precisava ler o texto no papel, alguém corria até lá, copiava e trazia para mim. Mesmo assim, seguramos o jornal até o fim", orgulha-se.
Antes de assumir o Hoje, Ana Paula viveu outra situação inusitada quando trabalhava no DF TV. Um dia, ela foi trabalhar com um vestido de seda verde, abaixo do joelho e de manga comprida. Na redação, descobriu que tinha sido pautada para cobrir a desocupação de um terreno bastante lamacento por um grupo de sem-terras. "Faça o caminho dos invasores até o lugar para onde eles estão sendo transferidos!", enfatizou o chefe de reportagem. "Mas como é que vou fazer isso com meu vestidinho verde?", indagou para si mesma. "Não tive alternativa: subi na caçamba e acompanhei a desocupação de cima do caminhão", diverte-se
24/08/2002
A Veja publicou um artigo sobre o cabelo da Fátima Bernardes e citam Ana Paula como modelo
Unanimidade entre as apresentadoras de jornal da Rede Globo quando o assunto é penteado, só mesmo Ana Paula Padrão. Desde que a estrela do Jornal da Globo abandonou o "chanel balãozinho" e optou por uma versão menos volumosa do mesmo corte, os cabeleireiros não lhe poupam elogios.
Silvio Santos sondou Ana Paula mais uma vez para que ela trocasse a Globo pelo SBT e ofereceu a ela um salário de 250 mil reais por mês.
Se aceitasse a proposta o que não aconteceu, Ana Paula seria a jornalista mais bem paga da televisão brasileira. Isso não vai acontecer porque a jornalista foi enfática... NÃO troca a Rede Globo por nada!