09/05/2004

Algumas notas do site do Leão Lobo

Comparação indigesta: A Globo nunca deveria ter colocado Chico Pinheiro no lugar de Ana Paula Padrão
Vendo Chico Pinheiro no comando do "Jornal da Globo", no lugar da bonitinha Ana Paula Padrão, ficou muito evidente que o apresentador de telejornal não pode ter apenas um rosto bonito. Precisa saber traduzir os sentimentos dos telespectadores diante dos fatos. Impossível não comparar as carinhas e boquinhas da bela Ana Paula Padrão com as expressões de indignação, de surpresa e até de prazer, mas muito claras de Chico Pinheiro que esporadicamente substituiu a colega.
Parecia outro telejornal. Ganhou peso, ganhou mais sentido. As notícias pareciam mais claras. O resultado final era muito diferente. Não dava para ir dormir simplesmente, e talvez por isso a Rede Globo prefira a Ana Paula Padrão, que nos faz dormir sem questionarmos todas as barbaridades que acabamos de ouvir. Ela tem o poder de tornar tudo isso insignificante.

Jornal da Globo com apresentador para valer
Adorei o cabelo empastadinho de Chico Pinheiro no comando do Jornal da Globo na sexta passada. Alias, esse telejornal parecia outro com as expressões adequadas às noticias e de acordo com o que o povo pensa e reivindica no lugar das carinhas e boquinhas da bela Ana Paula Padrão.

Ana Paula Padrão faz mistério sobre série de reportagens
À frente do Jornal da Globo, a jornalista Ana Paula Padrão disse que procura se dividir entre a bancada do jornal e as matérias jornalísticas. "Se eu cheguei à bancada, foi por causa das minhas reportagens. Eu continuo apurando as notícias. Também desenvolvo projetos que me tiram da bancada. Em 2002, eu fiz reportagens na África. Para esse ano preparo uma série, mas ainda é segredo", contou a apresentadora.
A Ana só retornará no dia 17 de maio, em razão de uma série de reportagens especiais, sobre as quais, o assunto, vem sendo mantido em segredo.
A Ana mudou o lado em que divide o cabelo, a franja agora está para esquerda.
E ainda começou a usar o brinquinho no 2º furo da orelha, que ela já tinha há um tempão, mas não usava durante a apresentação do JG.

11/05/2004

Troféu Imprensa 2003 vai ao ar no domingo
No próximo domingo, dia 16, o SBT exibirá o Troféu Imprensa, a partir das 22h, com a eleição dos melhores do ano passado.
Dez jornalistas especializados compõem o júri, que escolhe os profissionais que mais se destacaram no meio televisivo em 16 categorias: Cantora, Programa de TV, Apresentador (a) de Telejornal, Programa Humorístico, Jornal de TV, Revelação, Música, Comercial de TV, Locutor Esportivo, Novela, Ator, Atriz, Conjunto Musical, Programa Infantil, Programa Jornalístico e Cantor.
Os concorrentes em cada categorias são apontados pelo público em geral. A pesquisa é feita com a população das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e também com a imprensa e universitários. Os três primeiros colocados de cada categoria concorrem ao prêmio. O vencedor é apontado pelo voto dos jurados.

A Ana está concorrendo na categoria de melhor apresentadora.

17/05/2004

Hoje a Ana volta a assumir o posto de apresentadora do Jornal da Globo! Ficamos na espera de novidades a cerca desta tão misteriosa série de reportagens especiais... É esperar pra ver!

22/05/2004

Neste sábado a Ana será entrevistada pelo Serginho Groisman no programa Altas Horas, logo após Super Cine. Não perca!!!

24/05/2004

Ana Paula Padrão visita Índia e Afeganistão
De acordo com o jornal "O Estado de São Paulo", a apresentadora Ana Paula Padrão, do "Jornal da Globo", embarcou recentemente para a Índia e o Afeganistão a fim de gravar matérias que serão apresentadas em seu programa a partir da segunda-feira, dia 24.
Além de ter embarcado à Índia com a intenção de reportar a situação das mulheres no país, a jornalista aproveitou para ir ao Afeganistão e completar uma série de reportagens sobre a mudança que ocorreu na capital de Cabul após a invasão norte-americana.

26/05/2004

Chat com a Ana!
Jornal da Globo' traz série sobre o Afeganistão
Nesta terça-feira, dia 25, o "Jornal da Globo" irá exibir uma série de reportagens sobre o Afeganistão. Ana Paula Padrão voltou a Cabul, onde esteve em novembro de 2001, e mostrará como a capital do Afeganistão se encontra atualmente, após a queda do regime Talibã.
O Chat será no site www.globo.com/psiu

Confira abaixo o chat que a Ana Paula Padrão e o Hélio Alvarez participaram.
Repórter e cinegrafista comentam 'Diários de Cabul'
Psiu.com-5 fala: Boa tarde a todos! Daqui a pouco vocês falam com a repórter Ana Paula Padrão e o cinegrafista Hélio Alvarez sobre a série 'Diários de Cabul' que mostra como está o Afeganistão após a queda do regime Talibã. Eles estiveram no país e agora contam tudo o que viram aqui no chat! Enviem suas perguntas!

Ana_e_Hélio fala: Boa tarde!

Melissa_df fala para Convidado: - Ana, como você conseguiu reencontrar o tradutor que você contratou na viagem de 2001? Fiquei impressionada com a mudança dele!
Ana_e_Hélio fala: Melissa-df, muito impressionante, ele deixou de ser um menino e virou um homem. Ele tentava ganhar dinheiro fazendo tradução e, por acaso, nós o encontramos em 2001. A gente manteve contato com ele, durante esse tempo (Ana). A gente sempre procura manter esses canais (Helio).

Valeska_rj fala para Convidado: - Como os mais velhos estão reagindo a essas mudanças no visual dos jovens?
Ana_e_Hélio fala: Valeska_rj, nós não sentimos tanto isso em Cabul, pois tem muita influência de fora. Mas pela conversa que tivemos, fora da grande cidade, isso tem bastante resistência (Helio). A gente participou de um casamento arranjado e ali não havia muito espaço para modernidades (Ana).

zara fala para Convidado: Gostaria de saber do Hélio se teve algum flagrante que ele quis muito registrar, mas não pôde.
Ana_e_Hélio fala: zara, não nessa viagem. Teve um outra, um menino que voltou de uma operação, que tinha tido a perna amputada. Consegui gravar a imagem dele com o pai, mas não pude mostrar a gravação (Helio). Fizemos muita imagem com a câmera pequena (Ana) Nós usamos a câmera grande para chamar a atenção. As pessoas nos viam gravando com ela. Mas depois a gente pegava a pequena e ninguém percebia se estávamos gravando ou não (Hélio).

andre2004 fala para Convidado: oi Ana Paula,tudo bem primeiramente,boa tarde queria saber um pouco mas sobre a serie diários de cabul
Ana_e_Hélio fala: andre2004, são três matérias que foram ao ar nessa semana, que trazem as mudanças de comportamento depois da queda do regime Talibã. Nós percebemos isso por ser a nossa terceira visita a região (Ana).

Mariana_ fala para Convidado: - Hélio, como você conseguiu autorização para filmar a festa? Há muitas restrições? Mariana/Alagoas
Ana_e_Hélio fala: Mariana, dessa vez as pessoas estão muito mais alegres, efusivas, a cidade está mais colorida, tem muita música no ar. Nessa festa, a gente encontrou um amigo do tradutor, que era amigo do organizador da festa. Não tivemos muitos problemas (Helio). As pessoas sempre gostaram de câmera, mas o problema eram as restrições do regime (Ana).

wilsonximenes fala para Convidado: Oi, Ana Paula, boa tarde. A Rede Globo ofereceu segurança para vocês fazerem as matérias?
Ana_e_Hélio fala: wilsonximenes, a Central Globo de Jornalismo, na sua diretoria, se preocupa muito com a segurança dos repórteres que viajam. Temos que apresentar um relatório detalhado, mostrando que teremos um mínimo de segurança indo para a região. Como a gente já conhece muito a cidade, conseguimos garantir alguma segurança. Cabul é razoavelmente segura. Fora de lá, não sei se eu iria. (Ana).

richard_ fala para Convidado: - Eles consomem muita bebida alcoólica?*Ricardo_Mato Grosso
Ana_e_Hélio fala: richard_, como qualquer regime islâmico, a bebida alcoólica é oficialmente proibida. Mas sempre tem um bar onde a bebida é vendida. (Helio). Durante o regime, eu não vi bebida alcoólica em lugar nenhum, a não ser com membros de delegação estrangeira, mas mesmo assim eram muito bem escondidas. Dessa vez, sabíamos que em alguns restaurantes era possível comprar bebida. (Ana).

guilhermesp fala para Convidado: Ana Paula admiro muito seu trabalho!!*Gostaria de saber qual será o ponto mais prejudicado de cabul, e qual sua importância?
Ana_e_Hélio fala: guilhermesp, fisicamente, os arredores de Cabul, onde ficavam os grandes palácios, os museus, isso foi realmente muito destruído, pois as invasões começam pela periferia. Psicologicamente falando, o mais destruído foi o próprio governo, o Estado como instituição. Não há regras, leis, nenhuma garantia para as pessoas. (Ana).

goncalves_sp fala para Convidado: Hélio, as pessoas aceitam com naturalidade as filmagens?
Ana_e_Hélio fala: gonçalves_sp, é com naturalidade. Depende de como a gente chega nas pessoas. Não dá pra chegar com a câmera no rosto da pessoa. Tem que ter uma permissão, mesmo que velada, ou seja, com uma troca de olhares dá pra perceber se poderemos gravar. (Helio). O que ajuda muito é a forma como nos vestimos. Sabemos que eles são muito tradicionais, então homens não colocam o braço de fora, não existe calça curta. (Ana).

zuka_mogi fala para Convidado: Foi estranho retornar à Cabul e se deparar até com internet cafés?
Ana_e_Hélio fala: zuka_mogi, é muito estranho. É outra cidade! (Ana). A gente viu um renascer. Antes era uma cidade que foi muito visitada pelos hippies. Acho que isso vai ser retomado agora (Helio).

marthinha fala para Convidado: Se a dupla fosse formada por dois homens, facilitaria o trabalho num país como o Afeganistão?
Ana_e_Hélio fala: marthinha, quando eu comecei a tentar ir pra lá, em 98, eu sabia que seria muito díficil para uma mulher. Eu sabia que seria difícil conseguir o visto. Mas na minha opinião, estando lá dentro, eu acredito que foi mais fácil do que se fossem dois homens. A mulher pode, por exemplo, entrar em escolas clandestinas para meninas, onde o Hélio não pode entrar. Mas a gente tem que saber se comportar, eu cobria a cabeça, nos vestíamos da maneira mais tradicional possível. O Hélio sempre fazia o primeiro contato, por ser o homem da equipe. (Ana)

Cris Lopes fala para Convidado: Ana você pensa em escrever um livro contando toda a historia*desse povo que você vem acompanhando há tempos
Ana_e_Hélio fala: Cris Lopes, muita gente me faz essa pergunta e por mais que eu tenha ido três vezes para lá, conheça bem a história deles, eu não me sinto preparada para escrever um livro sobre eles, por eu não ser uma afegã. Eu tenho pensado muito em escrever um livro que envolva outras viagens, que tenha um pouco de algumas histórias que sempre temos e não cabe contar no ar (Ana). Às vezes, trabalhando, não temos tempo de refletir sobre aquilo. Depois da viagem que começamos a refletir sobre o que aconteceu. Esse registro seria interessante (Helio).

Alexp2 fala para Convidado: Ana Paula: e qual o papel dos americanos por lá, hoje???
Ana_e_Hélio fala: alexp2, ao contrário do Iraque, acho que as tropas americanas são razoalvelmente bem recebidas. As pessoas sabem que não houve governo durante muito tempo. Eles sabem que precisam dessa ajuda internacional, principalmente de dinheiro e força armada. (Ana). E a estratégia do governo americano é diferente. Vimos poucos soldados na cidade, eles estavam mais na periferia (Helio).

lolita_rj fala para Convidado: Como era a alimentação de vocês? Há restaurantes bons em Cabul? Achei um absurdo dar 22 dólares a compra que você fez no supermercado.
Ana_e_Hélio fala: lolita_rj, eu também achei absurdo! A comida afegã não é ruim, tem muito arroz, muita batata, muita carne de carneiro, pouca pimenta. Parece comida caseira. Nas primeiras vezes, o problema é que faltava comida, não tinha o que se comer no país. Dessa vez, comemos um pouco melhor (Ana). Comida a gente tem que tomar cuidado, porque pode deixar você fora do ar por alguns dias. Procuramos comer muito pouco (Helio). Tínhamos medo de tomar o soro que sobra do leite, quando se faz o queijo. Aquela água, eles gostam de tomar com pão. Uma das regras básicas do afegão é a hospitalidade e a gente tinha que tomar aquilo. A gente tomava e depois rezava para não acontecer nada de ruim conosco (Ana).

Edina fala para Convidado: Boa tarde! Parabéns pela reportagem! Qual a maior dificuldade para a recuperação de Cabul?
Ana_e_Hélio fala: edina, são muitas. Primeiro, ter um governo competente. Fazer alguma obra de impacto para a população perceber a mudança física, talvez a recuperação do rio, que está totalmente morto. Mas principalmente, ter um governo competente, para dar a sensação de que o governo manda no país, não apenas em Cabul. (Ana e Helio).

rodolfo_campinas fala para Convidado: Vocês levaram produtos de limpeza para lá? Como era usar o banheiro com aquele chuveiro enferrujado?
Ana_e_Hélio fala: rodolfo_campinas, na verdade, a gente não leva, não. Nas primeiras viagens eu levava roupa de cama, toalha. Mas percebi que isso tudo é muito pesado. Hoje eu levo uma toalha de acampamento. Levo um saco de dormir muito pequeno, uso ele sobre a cama. Água, só tomamos água mineral, mesmo que tenha que passar sede. Se sabemos que vamos para um lugar onde não tem água mineral, levamos garrafas. É um peso que vale a pena, pois a água pode até te matar (Ana). Chinelo de dedo havaiana, muito importante também. Para tomar banho nesses lugares (Hélio)

levi fala para Convidado: As mulheres em Cabul ainda são obrigadas a usar burca?
Ana_e_Hélio fala: levi, obrigadas, não. Pela lei, não mais. Mas eu diria que apenas 30% tiveram coragem de tirar a burca. Acho que é uma imposição das famílias mais tradicionais (Ana).

Edna fala para Convidado: Boa tarde. Gostaria de saber um pouco mais sobre as experiências de vocês em Cabul. Meu interessa maior é em saber*sobre o sistema e saúde de lá.
Ana_e_Hélio fala: Edna, que sistema de saúde? Os grandes hospitais, capazes de ter uma emergência razoável, são os mantidos pelas ONG. Vimos um mantido pela Cruz Vermelha, bastante razoável. Os hospitais montados pelo governo local recebem ajuda das ONGs. O governo não tem nem mesmo uma forma eficiente de arrecadação (Ana).

gaga fala para Convidado: Ana Paula - como estão as crianças do Afeganistão, em relação aos estudos e a saúde?
Ana_e_Hélio fala: gaga, não tem escola para as crianças. As universidades voltaram a funcionar mais rápido que as escolas primárias, pois a elite intelectual precisava de um local para formar os jovens, para que eles assumam o controle do país. Ainda vai demorar um tempo para as crianças terem acesso a um sistema de saúde. Uma coisa que mudou é que, onde tem escola, as mulheres podem freqüentar (Ana).

amanda_sobreira fala para Convidado: Vocês passaram por algum momento de tensão durante o trabalho feito em Cabul?
Ana_e_Hélio fala: amanda_sobreira, nessa viagem, não. Foi tranqüilo (Ana).
Ana_e_Hélio fala: amanda_sobreira, na primeira viagem ficamos muitos tensos, sim. O tempo todo. Dormíamos abraçados com as fitas, não sabíamos se alguém iria confiscá-las. (Ana).
Ana_e_Hélio fala: amanda_sobreira, a maior tensão era sair do hotel e ir até a casa, passávamos por sete barreiras, e a senha era dada quando saíamos do hotel. Uma vez, o motorista, na primeira barreira, ele quase passou. E quando a gente parou, todos os soldados vieram com as armas engatilhadas. Se ele errasse a senha aquela hora... (Helio).

butt fala para Convidado: Boa tarde! O que significa o Brasil para eles?
Ana_e_Hélio fala: butt, futebol! Eles gostam de futebol, qualquer espaço vira um campo, bastante parecido com o Brasil (Ana).

henrique_brasil fala para Convidado: Ana, o Banco Mundial disse que o Afeganistão vai precisar de 15 bilhões de dólares nos próximos anos. Você acha que esse dinheiro será corretamente utilizado? Com essa quantia. vai dar para reerguer o país?
Ana_e_Hélio fala: henrique_brasil, é difícil dizer se vai ser o suficiente. A chance dele ser bem utilizado é se for usado nos projetos específicos das ONGs e da ONU. É difícil um governo controlar o país inteiro, ainda vai demorar para mudar isso. E se a renda for revertida totalmente para o governo, são poucas as chances de serem bem utilizadas (Ana).

guilhermesp fala para Convidado: existe algo em comum entre a cultura afegã e a nossa cultura brasileira?
Ana_e_Hélio fala: guilhermesp, acho que o futebol é um (Helio). A hospitalidade, também (Ana).

goncalves fala para Convidado: Hélio vi que é uma confusão nas ruas de Cabul, foi difícil
Ana_e_Hélio fala: goncalves, dessa vez a gente nem gravou tanto. Foram oito fitas, oito horas. Em Cabul, a confusão é quando junta muita gente. As pessoas chegavam e rodeavam a Ana, ficava dificil de fazer as imagens.(Helio). Tinha horas que eu via o Hélio pendurado com várias crianças, curiosas com a câmera. Eu distraia as crianças com a câmera pequena, para ele conseguir gravar (Ana).

edna fala para Convidado: Vi na reportagem que há água para com lixo pelas ruas. Quais são as doenças mais evidentes na população?
Ana_e_Hélio fala: edna, são tantas. Ainda morrem de diarréia. Tem muita doença de pele, também (Ana).

Meirelles fala para Convidado: *Como eles conseguem dirigir em uma cidade sem lei de trânsitos e com carros com mão do lado esquerdo e com mão do lado direito? Têm muitos acidentes de carro em Cabul? Vocês presenciaram algum?
Ana_e_Hélio fala: Meirelles, com a mão na buzina (Helio).

digao fala para Convidado: o medo e os receios são menores que à vontade de cumprir o seu trabalho?
Ana_e_Hélio fala: digao, definitavamente são. Quando estamos fazendo os contatos, estudando o lugar, nos preocupamos com a segurança. Sempre tentamos nos cercar das melhores pessoas, os melhores guias (Ana).

pibe fala para Convidado: No que as pessoas trabalham, como ganham dinheiro? Marcelo/Guararema
Ana_e_Hélio fala: pibe, até o governo Talibã, não tinha emprego. Hoje o comércio voltou a florescer, a construção civil, também. Mas ainda não é fácil, os salários ainda são baixos (Ana).
Os empregos na área de segurança também está bastante forte (Helio). O que me assusta é que o dinheiro que circula ainda é da ajuda internacional ou dos traficantes. Se alguém quer cultivar alguma coisa, dificilmente vai conseguir renda para plantar frutas. Mas se for plantar para os traficantes, o dinheiro é mais certo. A atividade marginal garante dinheiro e segurança para eles(Ana).

marcello fala para Convidado: Parabéns pela série, e eu gostaria de saber como vocês chegaram até Cabul e se lá realmente existem turistas de varias partes do mundo?
Ana_e_Hélio fala: marcello, melhor um pouco. Da primeira vez, só tinha a gente. Na segunda, só jornalistas. Agora, já tem alguns grupos de turistas (Ana).

juju_alphaville fala para Convidado: Hélio teve alguma cena que você registrou que o deixou emocionado?
Ana_e_Hélio fala: juju_aplahville, teve uma da matéria que ainda não foi ao ar. Com uma mulher ferida nos hospitais. Teve também uma criança, que quando eu estava gravando, percebi que tinha alguém muito próxim, atrás de mim. Era um pai com o filho no colo com o rosto bastante deformado (Helio).

cris-vidal fala para Convidado: Cristiane Vidal- Teresópolis/RJ - O que mais vocês gostaram de ver e o que mais os entristeceu.
Ana_e_Hélio fala: cris-vidal, o que mais me entristeceu foi pensar que algumas pessoas, por mais que tenha se aberto para o mundo, elas foram tão afetadas por essas décadas, que elas estão condenadas, como esse menino. Ainda que ele fizesse muitas plásticas, mesmo que fosse pra outro país, não creio que ele teria muita oportunidade no mundo. O que mais me deixou feliz, foi o entusiasmo das pessoas, que querem ficar no país, estudar por lá. Elas estão mais otimistas (Ana). Tantas as pessoas, como o país, tem um série de cicatrizes desses anos de guerras. O que me deixa feliz é esse estusiasmo que a Ana falou. A hospitalidade também é muito bonita. (Helio)

Ana_e_Hélio fala: Queria agradecer muito as pessoas que estão no chat, é importante para gente ter esse retorno (Ana). Agradeço às perguntas, quem estiver interessado, procure na Internet, vá atrás das informações (Helio).

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