Nome completo: Ana Paula de Vasconcelos Padrão Mundell
Data de Nascimento: 25/11/1965, Brasília (DF)
Signo: Sagitário
Pais: Sherly e Fausto de Vasconcelos Padrão
Irmãos: Fausto Júnior e Luiz Antônio Padrão
Formada: jornalismo na UNB
Estado Civil: Casada com Walter Brasil Mestieri Mundell
Peso e altura: 1,62 metro e 49 quilos
Pés e manequim: 36
Cidade: Paris
País: Itália
Pratos preferidos: Risotos, o arroz-doce da mamãe, tailandesas
O que faz bonito na cozinha: massas, peixes e risotos
Programa de TV: Os da National Geographic
Programa de rádio: Noticiários
Hobbies: Decorar e cozinhar
Animais: Duas gatas chamadas Sophia Loren, e Claudia Cardinale
Livros: As Horas, de Michael Cunningham; Amor em Veneza, de Andréa Di Robilant; O Livro das Ilusões, A Noite do Oráculo e Música do Caos, de Paul Auster; 24 Contos, de F. Scott Fitzgerald; Em que crêem os que não crêem?, de Umberto Eco e Carlo Maria Martini;
Cinema: Quanto Mais Quente Melhor, de Billy Wilder, Fim de Caso; Gladiador; Blade Runner, de Ridley Scott; Hotel Ruanda; A Queda; e Boa Noite e Boa Sorte, de George Clooney
Adora: Cinema
Não gosta de: Ginástica e perder uma boa liquidação
Ídolos: Jack Nicholson, Paul Auster e Garrincha
Jornalista que admira: Peter Jennings
Música: She, de Charles Aznavour
Cantoras: Diana Krall, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Norah Jones e Marisa Monte
Bebida: Água-de-coco
Ritual de beleza: Lava o rosto com sabão facial, depois passa adstringente com um algodão e aplica o filtro solar. À noite limpa a pele antes de dormir e usa creme para a área dos olhos tanto de manhã quanto à noite
Cabeleireiro: Marco Antônio de Biaggi
Coleções: Bolas de neve (enfeite de vidro com flocos que caem sobre miniaturas de cidades famosas, vendido como suvenir)
Férias: Em Itacaré, no litoral da Bahia
Uma cor: Azul-turquesa
Mania: Roer unhas
Uma mulher bonita: Michelle Pfeiffer
Uma personalidade: Hillary Clinton
Não resisto: Chocolate
Times: Santos (quando está com o marido) e Flamengo (quando está com o pai)
Medo: De deixar de fazer o que quero
Vício: As idas e vindas com o cigarro...
Livro: Em 1997 escreveu o livro "O segredo do Cofre" junto com Valderez Caetano

Prêmios
Confira abaixo os principais prêmios que a jornalista recebeu:
Prêmio Mulher 98; Prêmio Melhores e Piores em 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005; Troféu Super Cap de Ouro 2003; Destaque no Jornalismo do Domingão do Faustão em 2003; Troféu Imprensa 2003 e 2004; Prêmio Comunique-se 2004; Mulher mais Influente 2005 e 2007; Prêmio Personalidade do Ano na Comunicação em 2005; Prêmio Inovação Empreendedora em 2005; Prêmio Mulher do Ano 2005; Prêmio Internet 2005; Troféu Mulher Imprensa 2004, 2005, 2006 e 2007; Prêmio Marcas da Confiança 2006 e 2007, da Revista Seleções Reader’s Digest; Prêmio CET de Turismo 2007; Prêmio Abecip de Jornalismo em 2007; II Prêmio Perícia Jornalística; Menção honrosa pela reportagem “Trem da Escravidão”, no XXIX Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, em 2007. .

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Profissional
Ana Paula Padrão se formou em jornalismo pela Universidade de Brasília em 1986, aos 20 anos, ainda na faculdade conseguiu um estágio na Rádio Nacional de Brasília como produtora de um programa rural, como produzia esse programa, entendia tudo de arroba, safra e coisas do gênero. Certo dia em uma coletiva sobre o abastecimento, o jornalista que estava comandando o evento não conseguiu explicar a medida "arroba", então ela o ajudou. A partir daí passou a fazer parte do jornalismo da rádio, ao mesmo tempo escrevia sobre economia para a revista "Senhor". Ana Paula nunca teve intenção de trabalhar em tevê, sempre quis trabalhar em jornal. O diretor da revista, José Carlos Bardawil dizia que ela tinha rosto e voz para a TV. Até que, no fim de 1986, esse mesmo diretor a apresentou ao chefe da retransmissora da extinta Manchete em Brasília. Fez um teste e, no dia seguinte, fora contratada. Ela permanecera na Manchete até março de 1987, quando a Globo a chamara. Ana Paula começou a trabalhar na TV Globo, em Brasília, em abril de 1987, especializou-se em coberturas econômicas e políticas, tendo acompanhado os principais planos de estabilização econômica e as CPI's - Comissões Parlamentares de Inquérito - que mudaram os destinos do país. Atuou como repórter do Jornal Nacional e do Fantástico, além de ter sido comentarista por dois anos do Bom Dia Brasil e do Jornal Hoje.

Antes de se especializar em economia, trabalhou em várias outras editorias. Durante sua carreira, teve como pauta os mais importantes fatos econômicos e políticos, como a sucessão presidencial brasileira. Em 1998, mudou-se para Londres, onde passou a atuar como correspondente internacional para a Europa, Ásia e África. A jornalista morou também em Nova Iorque, de onde partiu para várias coberturas importantes, como o acidente nuclear de Tokaimura, no Japão, em outubro de 1999 para o Globo Repórter. Cobriu a Copa do Mundo de 1998, fez a cobertura da guerra em Kosovo, na Sérvia, em 1999. Em 2000, foi para o Afeganistão comandar uma série de reportagens sobre o governo talibã, que foi ao ar no Fantástico e no Jornal Nacional. Fez uma série de reportagens sobre o fim da cultura esquimó, no Alasca. Viajou a trabalho para a Índia e para vários países da Europa. Com bastante regularidade, a jornalista era convocada pela Globo para substituir apresentadores do "Jornal Hoje", do "Jornal Nacional" e do "Jornal da Globo".

Ana Paula assume o Jornal da Globo em 07 de agosto de 2000 como âncora e editora-executiva, após três meses de negociações. Esteve em setembro do mesmo ano na Austrália para os Jogos Olímpicos, apresentando o Jornal da Globo ao vivo e também na Copa do Mundo de 2002 no Japão e Coréia do Norte. À frente do Jornal da Globo a jornalista também realizou reportagens para o telejornal e para o Jornal Nacional como: em 2001 sobre o Afeganistão após o regime Talibã, na África em 2002 realizou a série "Excluídos da Globalização" Para o Jornal da Globo fez várias séries de reportagens como: em 2003 sobre a Revolução Feminina, em 2004 fez duas séries, uma intitulada "Diários de Cabul" e outra "Mulheres", em 2005 em comemoração aos 40 anos da Rede Globo realizou a série sobre: "O impacto dos últimos 40 anos na vida da mulher brasileira". Na bancada do telejornal em 2002 a jornalista ladeada de Franklin Martins entrevistou os presidenciáveis. Ancorou, em São Paulo, a cobertura dos atentados as torres gêmeas do World Trade Center em 2001 ao lado do jornalista Carlos Nascimento. No dia 12 de maio de 2005 Ana Paula pediu demissão da Rede Globo, ela queria mais tempo para sua vida pessoal. A jornalista assinou por quatro anos um contrato com o SBT. No dia 01 de junho do mesmo ano ela conheceu seu novo lugar de trabalho, no qual passou quase três meses montando o departamento de jornalismo acompanhada de Luiz Gonzaga Mineiro. O telejornal recebeu o nome de SBT Brasil, um pouco antes de sua estréia a jornalista realizou um workshop na sede da emissora com cerca de 80 jornalistas das afiliadas do SBT, a sua estréia aconteceu dia 15 de agosto de 2005. Para o telejornal ela produziu uma série de reportagens sobre a Coréia do Norte em outubro de 2005.

Em novembro de 2006, Ana Paula deixa o comando do SBT Brasil para voltar a ser repórter. Desde então, ela tem trabalhado na realização de um programa de reportagens especiais, intitulado SBT Realidade. A estréia aconteceu em 26 de março de 2007 com uma reportagem sobre os Touaregues, no Saara.

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Nos bastidores da notícia
A estréia de Ana Paula no Jornal Hoje virou lenda na Globo. Ela solta uma risada ao lembrar do debute quase desastroso, mas atribui o incidente à falta de senso de direção. Ela tinha acabado de ser maquiada e, em vez de seguir para o estúdio, tomou o sentido inverso. Subiu escadas, enveredou por corredores e, quando deu por si, estava perdida. Minutos antes do telejornal ir ao ar, Ana Paula foi localizada por um contra-regra histérico. Já na bancada, ela só teve tempo de colocar o microfone na lapela e ler as principais notícias do dia ao vivo. "Graças a Deus, mantive a calma. Era como se nada de errado estivesse acontecendo", sorri.

Depois disso, Ana Paula memorizou o caminho que separa a sala de maquiagem do estúdio. Mas nem tudo depende dela. Certo dia, as instalações da Globo entraram em pane durante o telejornal. Metade da luz do estúdio caiu, o teleprompter - monitor de vídeo que exibe o texto a ser lido pelo âncora - não funcionou e as impressoras enguiçaram. A única que continuou a funcionar ficava na sala do então diretor de jornalismo da emissora, Evandro Carlos de Andrade, sete andares acima do estúdio. "Como eu precisava ler o texto no papel, alguém corria até lá, copiava e trazia para mim. Mesmo assim, seguramos o jornal até o fim", orgulha-se.

Antes de assumir o Hoje, Ana Paula viveu outra situação inusitada quando trabalhava no DF TV. Um dia, ela foi trabalhar com um vestido de seda verde, abaixo do joelho e de manga comprida. Na redação, descobriu que tinha sido pautada para cobrir a desocupação de um terreno bastante lamacento por um grupo de sem-terras. "Faça o caminho dos invasores até o lugar para onde eles estão sendo transferidos!", enfatizou o chefe de reportagem. "Mas como é que vou fazer isso com meu vestidinho verde?", indagou para si mesma. "Não tive alternativa: subi na caçamba e acompanhei a desocupação de cima do caminhão", diverte-se.

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